Brincando e Aprendendo
Marcos Santos Mourão e José Plácido Nogueira
Quando a Escola da Vila começou a falar em jogo como um conteúdo de aprendizagem escolar, esta proposta era confundida com mera recreação, sem compromisso com a aprendizagem motora e com a técnica das habilidades específicas dos esportes. Tradicionalmente, o jogo vinha sendo tratado como uma preparação para atividades pré desportivas, ou ainda como um momento de folga para os alunos e professores. A Escola da Vila percebeu que, para aprender a ser um jogador competente, a criança, ainda bem pequena, precisa conhecer um mundo de movimentos e procurar compreendê-los. As aulas antigas de E.F. baseavam-se na prática precoce de exercícios para a atividade esportiva, desconsiderando a necessidade da brincadeira e do conhecimento corporal. O treinamento precoce, que focaliza apenas as práticas esportivas competitivas, leva os alunos a reproduzirem uma série de gestos, na maioria das vezes pouco compreendidos e sem contexto de uso. Não tem, como resultado, alunos mais competentes fisicamente. Nessas práticas, as crianças não participam mais das aulas, não ficam mais felizes, não se respeitam mais. Aos poucos foi se percebendo que a opção metodológica pelo jogo e pelo lúdico possibilita desenvolvimento integral e real do aluno.
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